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Dicas para não fazer uma compra emocional

Dicas para não fazer uma compra emocional

A compra de um carro é sempre um grande acontecimento, pelo menos para algumas pessoas, já que é um bem com alto valor agregado que exige planejamento para ser conquistado. Sendo assim, é uma compra que mexe com nosso emocional. 

A euforia no momento da compra costuma ser tão grande que não é raro algumas pessoas fazerem maus negócios. Até eu, que me especializei na compra de carros usados, já passei por isso na compra do meu segundo carro. 

O primeiro que tive, me atendeu muito bem por sete anos. Era um modelo simples, sem itens de conforto, mas nunca me deixou na mão. Quando decidi que era o momento te trocar por outro, estipulei que seria algo melhor, mais completo, potente e confortável. Quando me deparei com o primeiro carro nessas novas condições, a emoção foi tanta que fiquei "cego" para alguns detalhes. Tudo o que os meus olhos viam eram botões espalhados pelo painel, um acabamento primoroso, a leveza da direção hidráulica e o frescor proporcionado pelo ar-condicionado. Imaginei como seria acelerar aquele motorzão potente e viajar com a família com o grande porta-malas lotado de bagagens. Pois bem, sem nem pensar muito, fechei negócio. Estaria tudo perfeito, não fossem justamente os tais "detalhes": problemas na chave de seta; rompimento do cabo da embreagem; falhas em diversos sensores da injeção eletrônica; furos de cigarro no estofamento; pneus ruins; trincas nas torres dos amortecedores; escapamento furado, entre outros. 

Todos esses problemas estavam lá no dia da compra, mas passaram completamente batido diante, pois eu estava tão envolvido emocionalmente que só queria enxergar as coisas boas. No final das contas, foi um pesadelo que só acabou quando o modelo foi passado adiante por um valor bem inferior ao que tinha custado. Faltou a companhia -- ou ao menos os conselhos -- de uma pessoa sem ligação emocional alguma com aquela compra. Alguém que também entendesse de carros e pudesse abrir meus olhos. 

Diante de situações como essa, a principal recomendação, sem dúvida, é levar alguém que entenda do assunto no momento de procurar o carro desejado. Mas se isso não for possível, aqui vão cinco outras dicas bacanas que costumam ajudar a manter os pés no chão na hora de comprar o carro novo: 

Analise bem o carro 

Tire fotos ou anote os detalhes que encontrar sobre o carro pretendido numa folha de papel. Isso é bom para não esquecer depois e conseguir incluir todos eles na conversa, no momento de negociar o valor. 

Faça contas 

É preciso ter certeza de que o novo carro cabe no seu orçamento. Lembre-se que qualquer veículo gera mais do que o custo inicial da compra. Gera gastos de manutenção, combustível, taxas e impostos, além de possíveis parcelas de seguro e financiamento 

Não leve familiares 

Evite levar a família, como seu(ua) parceiro(a) e filhos, para procurar o carro. A chance de encantamento deles também é grande, e isso vai contribuir para aumentar o risco de uma compra impulsiva por sua parte. Leve um amigo de confiança, mas de perfil diferente do seu ou, melhor, um mecânico ou especialista. 

Sem empolgação 

Não demonstre tanto interesse no momento da compra. Ainda que o interesse seja real, disfarce. O vendedor pode identificar esse desejo e dificilmente vai querer ceder na negociação. 

Pesquise sempre 

Cote mais de um modelo, busque em mais de uma loja. Muitas vezes, o melhor negócio pode surgir apenas na segunda ou terceira opção. Só feche no primeiro se tiver 100% de certeza que é o que realmente precisa.  

Auto Masters
Felipe Carvalho
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Apaixonado por carros desde sempre, em 2012 decidi trabalhar com essa paixão. Hoje eu ajudo pessoas a perderem o medo de comprar carro usado, procurando e avaliando as melhores opções.

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