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Óleo de motor: 5 dúvidas comuns

Óleo de motor: 5 dúvidas comuns

Bateu aquela dúvida sobre qual tipo de óleo utilizar?

Sintéticos, semissintéticos, minerais... Muitos são os tipos, especificações e marcas.

Mas antes de tudo, é importante entender que a troca de óleo faz parte da manutenção periódica de todo veículo automotor, e é parte fundamental no funcionamento de motores a combustão, garantindo limpeza e lubrificação.

Este é um assunto que ainda gera muitos questionamentos, principalmente aos proprietários de primeira viagem.

Confira 5 dúvidas frequentes:

1. Qual o óleo ideal?

A resposta para esta pergunta é: consulte o manual do proprietário.
Não há um tipo de óleo “coringa” que pode ser utilizado em todos os veículos. Cada motor possui sua particularidade de funcionamento e aplicação, sendo necessário respeitar a indicação do fabricante para um maior rendimento e longevidade.

A opções irão variar entre diferentes marcas, classificações e viscosidades, como veremos mais a frente.

Em caso de veículos mais antigos, seu mecânico de confiança com certeza saberá indicar um óleo de melhor aplicação. Conte também com fóruns e grupos de entusiastas do seu modelo pela internet.

2. Quando devo trocar o óleo?


Aqui mais uma vez iremos recorrer ao manual, devido às características de construção de cada motor.

Cada fabricante disponibiliza uma tabela para troca de óleo por quilometragem, ou por tempo de uso.

De maneira geral, a troca do óleo mineral deve ser realizada a cada 5 mil quilômetros; já o sintético, pode chegar aos 10 mil.

É importante também, que o proprietário leve em consideração o tipo de utilização feita do veículo. Sendo, em casos mais severos, recomendada a troca com menor intervalo.

3. É preciso adicionar aditivos ao óleo para melhorar o desempenho do motor?


A utilização de aditivos extras não é recomendada pelos fabricantes de óleos. Pois, segundo eles, já há um pacote de aditivo balanceado na fabricação do produto, e essa mistura pode até comprometer a vida útil do motor.

Entre os aditivos mais utilizados, estão os anticorrosivos, detergentesantioxidantes.

Fique atento: Há também os casos de irregularidade com a quantidade mínima de aditivos que devem estar presentes nestes fluidos. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) alerta sobre a comercialização de lubrificantes que não atendem às especificações.

4. Óleo mineral, semissintético ou sintético?


Este é um ponto que merece um post só para ele, detalhando cada fator decisivo na escolha por determinado grupo de lubrificantes.

Mas por alto, as diferenças ficam pelo processo de produção, custo, durabilidade, eficiência, viscosidade e geração de resíduos.

O óleo mineral costura ser o de menor custo, e é obtido exclusivamente pela mistura de óleos base derivados do refino de petróleo; o óleo sintético também é resultado de uma mistura de óleos, mas esses são puramente sintéticos (com maior controle sobre suas propriedades físico-químicas); já o semissintético, é a conciliação dos atributos dos dois tipos anteriores.

Nos veículos mais modernos, é recomendada a utilização de produtos sintéticos, devido a maior tecnologia e pesquisa embarcada, que proporciona melhor rendimento.

Importante: a mistura de diferentes categorias de óleos não é recomendada, pois pode acarretar a mudança de propriedade, e assim perda de eficiência. 

5. 15w50, 20w50, 10w40... O que significam?


Essa numeração presente nas embalagens de óleo faz referência à classificação SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos, em português), que padroniza esses lubrificantes de acordo com sua viscosidade.

Quanto maior o número, mais viscoso é o lubrificante.

Essa parametrização dos óleos multiviscosos é feita através da medição de viscosidade em uma temperatura de partida (representado pela letra “W”), e outra em temperatura de trabalho (100°C).

Sendo assim, um óleo SAE 10w40, por exemplo, se comportará como um óleo 10 em temperatura ambiente (reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio), e em temperatura de serviço se comportará como um óleo SAE 40.
 



Lembrando que nenhuma dessas informações substitui as orientações do fabricante.

Para maiores informações consulte sempre o manual do seu veículo, ou contate uma oficina especializada.

 


Tem mais dúvidas sobre este assunto? Deixe seu comentário.

 

 

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Maurício Souza
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