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Por que a viscosidade e o desempenho de óleos lubrificantes são tão importantes?

Por que a viscosidade e o desempenho de óleos lubrificantes são tão importantes?

 

Lubrificação é algo tão antigo quanto as máquinas, logo, desde o profissional mais qualificado até o usuário mais leigo sabem que para qualquer máquina funcionar bem e por mais tempo, esse importante processo precisa acontecer corretamente. Mas o problema pode estar na escolha do lubrificante, que quando feita de forma errada, por não dar uma segunda chance.

Como fazer a escolha certa?

O processo de lubrificação é muito mais do que aplicar o lubrificante no local correto, trata-se de uma série de escolhas, que vão desde a seleção do lubrificante correto à ser utilizado, até a determinação dos períodos de troca, passando pela possibilidade de execução de análises laboratoriais. Escolhas que se feitas de forma errada, podem reduzir a níveis próximos a zero a eficiência do processo de lubrificação.

Vários são os fatores que podem levar a uma escolha errada do produto, então, a ideia deste texto é exatamente discutir os critérios que levam à seleção correta do lubrificante.

De início, vamos estabelecer aqui que o foco do texto serão os lubrificantes líquidos, ou seja, os óleos. O óleo lubrificante é uma mistura de bases que pode ser de origem mineral, sintética ou mista com uma combinação de aditivos. Por si só, as bases costumam apresentar várias propriedades desejáveis e também indesejáveis, já aos aditivos cabe a função de reforçar ou incorporar as propriedades desejáveis e diminuir ou eliminar as consequências das indesejáveis. O papel dos aditivos é tão importante na produção dos lubrificantes, que sua “combinação” costuma ser desenvolvida em regime de segredo, principalmente porque as bases são fornecidas geralmente por um círculo de fornecedores muito restrito, então a diferença de qualidade dos óleos está muito baseada nos aditivos que os formulam.

Uma das propriedades mais importantes de um óleo lubrificante é sem dúvidas a viscosidade (dificuldade de escoar), a escolha da viscosidade certa garante a entrada e permanência do lubrificante nas folgas que ele deve atuar. E principalmente em motores mais modernos, o respeito a especificação recomendada pelo fabricante é essencial, uma vez que estes motores operam em altas temperaturas e são montados com tolerâncias mínimas.

Dentro do universo automotivo, apesar de não ser o único organismo internacional que estabelece normas de classificação, adota-se como referência a norma SAE para classificar óleo lubrificantes quanto à viscosidade. A classificação SAE exibida na tabela a seguir, utilizada para classificar óleos para motor, faz uso de uma escala de 0 a 60 graus, e é baseada nas viscosidades medidas tanto em altas como em baixas temperaturas.

Nesta classificação, um mesmo óleo pode atender a dois graus de viscosidade, neste caso ele é considerado multiviscoso.

Importante ressaltar também, que a classificação de viscosidade SAE também é utilizada em óleos para engrenagens e transmissão, no entanto, elas não devem ser confundidas com os números de viscosidade SAE para óleos lubrificantes, pois um lubrificante para engrenagem tendo a mesma viscosidade de um óleo de motor, apresentará número SAE bastante diferente, por exemplo, um óleo de engrenagem SAE 80W pode ter as mesmas características de viscosidade de um óleo de motor SAE 40 ou SAE 50.  

Órgãos internacionais determinam também parâmetros de desempenho!

No que tange ao desempenho, onde os aditivos são primordiais para um bom resultado, são quatro os órgãos internacionais de destaque que determinam as especificações relacionadas ao desempenho e qualidade que os óleos lubrificantes devem atender:

- American Petroleum Institute (API):

similar a ANP da Brasil, certifica, regulamenta e fiscaliza o setor de petróleo, gás e derivados nos EUA, criou padrões que são atualizados constantemente e são mais usados nas Américas, logo é a conhecida e utilizada no Brasil.  

- Japanese Automotive Standards Organization (Jaso):

estabelece os padrões de qualidade utilizados no Japão, com grande relevância em normas estabelecidas para óleos destinados a motocicletas.

- Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes (ILSAC):

formado por entidades asiáticas, sempre têm categorias paralelas às da API, que garante maior abrangência para as especificações das duas entidades globalmente, ela criou padrões de desempenho importantes para a nova geração de motores mais econômicos e menos poluentes.

Mais uma vez quero ressaltar que é preciso observar com muito rigor as recomendações dos fabricantes do motor, não só nas especificações de viscosidade, mas também nas especificações de desempenho do lubrificante utilizado. É preciso destacar que ao escolher o produto, o profissional tem que ter em mente o rigoroso atendimento de todas as normas e especificações. E quando falamos de motores “modernos”, um fator indispensável quando o assunto é lubrificação de motor, são as aprovações da montadora, fabricante do motor, considerando as condições especiais que esses motores de alta potência, baixa cilindrada e pouquíssimas emissões exigem, que muitas vezes são específicas. É o caso dos lubrificantes que levam a marca da montadora na embalagem ou por ela são homologados.

Utilizar produtos fora das especificações ou sem aprovação, podem causar a deterioração antecipada do lubrificante, formar borras, ou mesmo, provocar falhas de funcionamento ou problemas ainda mais graves. O mesmo acontece em não cumprir os períodos de troca dos lubrificantes determinados pelo fabricante.   


Espero que estas dicas lhe sejam úteis!

Nos vemos em breve com mais dicas!

Texto por: Paula Mascari

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Paula Mascari
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⚖️Advogada, mas larguei tudo para seguir meu sonho! 🚘Dona de um #voyageturbo que eu montei!

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