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Stock Car - Câmbio Manual x Câmbio borboleta

Stock Car - Câmbio Manual x Câmbio borboleta

Olá pessoal! Hoje vou contar para vocês um pouco sobre a história da nossa caixa de câmbio da Stock Car .

No tempo dos Opalões, os carros utilizavam o famoso câmbio H, em que as trocas de marchas eram feitas manualmente de modo tradicional, onde é necessário o acionamento da embreagem e a ação na alavanca de marchas tanto para subir quanto para descer as marchas.

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Com o passar do tempo, foi introduzida a caixa de câmbio sequencial, onde o curso da alavanca, ao invés do H (como dos carros de rua), só permite o movimento de empurrar e puxar. Assim, "empurra-se" a alavanca para reduzir marchas e "puxa-se" a alavanca para subir as marchas. Esse sistema é bem similar ao comumente utilizado em motocicletas. Em 2009 foi adotado o câmbio sequencial XTrac padronizado para todas as equipes. Neste câmbio ainda era necessária a utilização da embreagem nas reduções, fazendo o famigerado “punta tacco”, onde o piloto mantém o giro do motor enquanto aciona a embreagem, para uma redução mais eficiente e menos brusca.

Posteriormente, já em 2014 foi implementado o sistema de troca por borboletas. É comum vermos também o termo inglês Paddle Shift. É interessante que o câmbio se manteve o mesmo, porém a alavanca de acionamento manual foi substituída por um sistema pneumático e uma central eletrônica (o cérebro do câmbio, da Magneti Marelli).

Com esse novo sistema, o piloto tem ao alcance das pontas dos dedos atrás do volante, um pequeno comando de cada lado, onde o da esquerda efetua reduções e o da direita progressão das marchas. No entanto, nos carros de corrida, ainda é necessária a utilização da embreagem para arrancar e para parar o carro. É muito comum em todo mundo das corridas nos carros de GT. O sistema nasceu e foi implementado no início dos anos 90 na F1. Evoluiu de tal forma que o piloto não precisava mais se preocupar em passar as marchas, porém na grande maioria das corridas, esse recurso foi banido, mantendo a responsabilidade sobre as trocas sempre com o piloto.

Esse sistema nos carros de corrida tem alguns grandes pontos fortes:

 

  • O piloto mantém as duas mãos no volante todo o tempo, não perde mais tempo buscando e acionando a alavanca de marchas;
  •  O tempo da troca de marchas foi reduzida de décimos para milésimos de segundos;
  •  O sistema eletrônico faz a subida de giro entre as trocas de marchas de forma automática (neste caso, chamado de “blip”), dispensando a utilização do Punta Tacco;
  •  O sistema eletrônico só permite fazer subida e descida de marcha dentro da faixa de RPM aceitável para o motor. Com isso reduz-se (e muito!) a chance de quebra devido a um mal funcionamento ou erro do piloto.

Atualmente esse tipo de câmbio é amplamente utilizado em carros automáticos/semi-automáticos com uma pegada mais esportiva, onde dá mais controle ao piloto/motorista.

Auto Masters
Lucas Siqueira
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Engenheiro de Dados da Lubrax | Podium Stock Car Team

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