[ editar artigo]

Velhinhos saudáveis

Velhinhos saudáveis

Saiba como manter a lubrificação do motor de seu antigo ou velhinho em dia

Não é novidade, mas sempre vale relembrar: a lubrificação é um dos cuidados de manutenção mais importantes a ser tomado com seu motor. E, via de regra, se deve utilizar exatamente o tipo de óleo e especificação que o fabricante recomenda. 

No caso de motores mais esportivos, como o 2.0 do Tempra Turbo ou mesmo os tão falados Fivetech dos Marea, muitos proprietários tiveram grande prejuízo ao querer economizar com o óleo, e usar um lubrificante mineral em vez dos sintéticos mais caros – e recomendados pela montadora. 

Porém, em motores mais antigos, o ideal é manter o bom o velho mineral, ou no máximo, um lubrificante semi-sintético de viscosidade parelha. 

Antigamente, as máquinas tinham não apenas folgas internas maiores do que as atuais, como saíam de fábrica com um brunimento muito mais “rústico” nas camisas dos cilindros. 

Há quem pense que o acabamento com os riscos eram para assentar os anéis de pistão, mas na verdade serviam para fixar o óleo nas camisas e lubrificar o motor corretamente. Isso pois se usava óleo monoviscoso, normalmente o SAE 30, um lubrificante mais “grosso” que os atuais. 

De lá para cá, os motores evoluíram muito, assim como os lubrificantes, que se tornaram multiviscosos, ou seja, passaram a atender melhor a lubrificação com o motor frio, e depois quente e em condições mais severas de uso. 

No caso, o SAE 30 deu lugar aos minerais 20W 50 e também 20W 40, os quais continuam a ser os mais indicados para carros antigos de coleção, e também os velhos colecionáveis, como tantos nacionais dos anos 1980 e 90. O ideal é manter as recomendações de época, usando os multiviscosos minerais. Pode-se usar um óleo semi-sintético mais atual, porém, mantendo uma viscosidade parecida com a do óleo mineral original. 

Caso o novo óleo colocado for muito mais ‘fino’, como alguns sintéticos atuais (0W 20, por exemplo), problema maior pode surgir na redução da pressão de óleo. Por conta de todo o sistema ser dimensionado para um óleo mais “denso”; inclusive bomba de óleo, a pressão do óleo tende a cair, e aí se tem uma lubrificação deficiente e preocupante. 

E, vale lembrar: em motores mais cansados e antigos, tão importante quanto a quilometragem máxima rodada com o mesmo óleo – em torno de 5.000 km – é o tempo de troca. Após um ano no cárter, o óleo sofre uma espécie de oxidação e contaminação do uso, assim como a perda de elementos detergentes, portanto ideal é que seja trocado após este intervalo de tempo. 

O ideal é sempre substituir o filtro de óleo junto. Algo que era uma recomendação rara de se ver no passado, quando existiam poucos modelos de filtros, a preços pouco convidativos. E, claro, conforme a quilometragem e estado da máquina, se deve checar o nível do óleo pela vareta a cada cerca de 1.000 km rodados e, se preciso, completar o nível.

Auto Masters
Eduardo Bernasconi
Eduardo Bernasconi Seguir

Eduardo Bernasconi, jornalista especializado em automóveis, começou em 1993. De assistente de testes, passou para repórter e editor de várias publicações antes de fundar a FULLPOWER, na virada de 2001 para 2002. É penta-campeão Brasileiro (Arrancada)

Ler conteúdo completo
Indicados para você